”Acho melhor ter brancos ressentidos, mas negros dentro da faculdade, do que ter branco feliz e negro fora da faculdade”;- Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilda Ribeiro, do Partido dos Trabalhadores.
Resumo: Não se contentando em manipular conceitos morais os militantes socialistas agora querem controlar o testemunho imparcial da História, para inseri-la em suas jogatinas populistas.
Para onde vai a História?História, seu testemunho ao longo dos séculos são indelegáveis, irrenunciáveis e imprescritíveis. Que o mundo sempre carregara o ranço da escravidão, isso é verdade. Mas, quão absurdo é vermos sua imparcialidade ser desrespeitada pela manipulação ideológica do racismo como pretexto para a perpetuação da incriminação daqueles que vieram ao mundo com o pigmento que lhes deram uma pele clara, em qualquer época, em qualquer lugar. Bem, o brilhante historiador Ricardo Luiz Silveira da Costa mostra, a guisa de exemplo, que A Expansão Árabe na África e os Impérios Negros de Gana, Mali e Songai, entre os séculos VII e XVI faz justiça ao testemunho imparcial da História: “sabemos que, já a partir do século IX, uma confederação de tribos berberes sob o comando de Tilutan (836-837) – os lemtunas, os mesufas e os djoddalas – conseguiram impor sua autoridade sobre vários grupos negros e negro-berberes instalados ao redor de um povoamento chamado Awdaghost, que ficava bem no centro da região do Baixo Senegal”
[1].
E o que dizer sobre a escravização ser uma instituição histórica estabelecida mesmo antes de quaisquer civilizações constituídas por uma população branca, como as primeiras que se constituíram na Crescente Fértil (situava-se num triangulo entre a Ásia Menor, Golfo Pérsico e o Egito, envolvendo parte da Mesopotâmia e os rios Tigre, Eufrates, Jordão e o grande Nilo), a começar de impérios como o egípcio (cujo povo não poderia ser considerado de pele clara) que edificaram seu tour de force sob vastas empreitadas escravistas? E que dizer de outras civilizações assentadas no Oriente Médio que realizaram feitos semelhantes, muito anteriormente aos egípcios, aos gregos, romanos e europeus, como os Sumérios, os Acádios, Amorritas, Assírios, Caldeus? Que dizer sobre os assírios, cujos métodos de guerra não incluíam apenas o aprisionamento dos derrotados como também a ferocidade em aniquilar pelo prazer sanguinário – ainda hoje praticado - muito diferentemente do que contam as vitórias gregas nas guerras médicas contra o numeroso exército Persa, adquiridas com maestria, lucidez técnica, tática e estratégia? E quanto às guerras medievais travadas pela luta cristã contra a islamização ocidental (evitada graças à Carlos Martel, na Batalha de Poitiers, em 732), quando a impetuosidade militar islâmica contava com inúmeros guerreiros negros e berberes? Só há apenas uma resposta: é a História, imbecil.
Não há que se falar na hipócrita obrigação de povos para com outros povos que no passado utilizaram da violência militar para escravizar e edificar seus gloriosos impérios (como vimos o bom senso jogado no lixo
[2], com o reconhecimento brasileiro de uma tal dívida histórica para com povos africanos). Por que não falar sobre dívida histórica com iraquianos de nosso tempo para com os israelenses, por terem na Antiguidade promovido a destruição do Templo de Jerusalém dos antigos hebreus pelos caldeus (que ficaram conhecidos como neobabilônios) e por colocá-los em cativeiro na Babilônia (587 a.C.), destruírem seus feitos e condená-los à Diáspora? Tudo isso não passa de trapaça. Trapaça daqueles que querem condenar outros povos mais prósperos por não conseguirem ombrear a prodigiosa capacidade de providenciar riqueza e abundância, jogando suas catarses e frustrações contra a felicidade alheia.
Ainda com respeito a Ricardo Costa, sabemos também que a presunção hipócrita em emitirmos quaisquer julgamentos morais acerca de quaisquer fatos consumados numa época remota, em que as relações sociais e comportamentais dos homens estiveram vinculadas a uma moralidade intrínseca ao período em questão, equivale a julgar, em algum tribunal inglês, os restos mortais de Jack, o estripador, se fossem encontrados pela Scotland Yard.
Não há maior estapafúrdio em julgar o passado baseando-se em reflexões morais no presente – cujos contextos sociais contrastantes em duas épocas diferentes revelam tão somente a enorme distância entre a realidade vigente de um período dono de uma gama de acontecimentos já consumados em seu tempo, ao longo do percurso natural da dialética que traçam os caminhos da evolução cultural –, e o período no qual onde podemos situar o presente como destino final deste percurso, intermediário, não obstante, do futuro vindouro. Isso caracteriza a constância das transformações a que estão sujeitas as relações sociais entre os homens, fazendo com que a verdade não seja estática, absoluta e presa a um grupo de profetas apocalípticos – como foi e quis a ideocracia soviética até dissolver-se pela fixação obstinada de uma verdade universal socialista elaborada -, mas susceptível de uma mutabilidade que a torne digna de sua incansável busca pela humanidade, correspondendo e corroborando com seu desejo por natureza de prosperar. Talvez fosse com demasiada elegância que um ser pensante em pleno século XXI condenasse com imensurável veemência os hunos, os ostrogodos, visigodos, lombardos, vândalos, germanos e escandinávios por suas migrações em meados do século V d.C., mais conhecidas como invasões bárbaras, responsáveis por dilacerar o império romano ocidental e espalharem o terror caótico sob aterrorizantes pilhagens no Velho Continente. Mas este mesmo indivíduo não deixaria de recair na mais profunda fossa da ridicularidade ao se esquecer do contexto social do meio sob o qual o homem medieval vivia (por isso a verdade de que o Homem é produto do meio em que se estabelece, pronunciada por Silvio Romero, é uma interpretação seca do testemunho imparcial histórico, enquanto que esteia sua máxima como fenômeno conseqüente da evolução cronológica moral dentro das comunidades).
Leitmotiv Politicamente Correto – um projeto de poder nacionalReconhecer e endossar a patifaria de que os brancos espalharam o terror sob a Terra sem antes olhar o que a História testemunha imparcialmente, é realmente corroborar para com a fanfarra do Estado Socialista de Direito que incendeia a paz social na defesa de “liberdades” que gradativamente esfacelam a conservação dos bons costumes e valores (apenas quando não existem rightwings para obstruírem a atividade corrosiva dos leftwings). São “liberdades” como a legalização do aborto, de substâncias entorpecentes, da aberração homossexual em destruir tradições cristãs como o casamento entre um homem e uma mulher sexualmente normais, que são o exemplo de pautas adotadas pelos leftwings.
A questão racial não poderia ser diferente já que utilizar do jargão de que os negros não gozam de oportunidades para estudarem, trabalharem e entreterem-se, vai de encontro com o viés da “justiça social” – o prato cheio e predileto na cozinha da esquerda para engrossarem a obesidade estatal, sob as receitas do tributarismo, estatização/nacionalização e intervencionismo mesclado das porcarias keynesianas (claro, se é pelo “social”, com a “força do povo”, as massas não terão dificuldade em morder a isca ao caírem na ciranda cirandinha do combate à pobreza através da falsa realização de uma falsa “justiça social” por meio dos métodos que deixam os burocratas vermelhos tão satisfeitos no poder).
Com a manipulação do que é ou não racismo pela criação da inútil Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, temos na verdade a incitação e o estímulo aos negros brasileiros a se sentirem mais iguais perante seus semelhantes de pele mais clara, cuja constatação é percebida nas declarações da ministra Matilda Ribeiro.
Mas é preciso reconhecer que o PT vem agindo com maestria na concretização dessas pautas (que em âmbito regional vemos o Foro de São Paulo o cérebro da subversão latina americana, reunindo organizações criminosas e produzindo resoluções para coordenarem a implementação de um dito “novo” modelo para o continente), uma vez que a incitação à população de cor, que por sua vez são inquestionavelmente predominantes no Brasil, a se sentirem com maior destaque na sociedade sobre a parcela minoritária de pele clara, o que não tardaria por induzir à uma possível edificação moral sob uma espécie de nacionalismo negro alinhado aos idealismos do Estado Socialista de Direito. Seu ativismo nacionalista seria similar à virulência do movimento gay internacionalizado como veículo de pressão às democracias ocidentais
[i], bem como ao vandalismo do MST, não destruindo granjas, mas organizando-se em movimentos fortemente engajados por uma causa ligada a um intrépido nacionalismo de cor no seio da sociedade brasileira, sustentados na captação do passado histórico da escravidão em sincronia com uma solidariedade pela “mãe África” e suas mazelas, no momento em que o ódio à pele mais clara viesse a se tornar sua política.
É assim que os brasões e emblemas constitucionalistas da justiça necessariamente “social” fazem das abstrações “politicamente corretas” e idealistas tão populistas e identificadas pela demagogia esquerdista, porque sua sublime promessa por igualdade e fraternidade seduzem as massas para as trilhas do socialismo e do jogo burocrático do paternalismo estatal, pois inconscientemente reconhecerão nele o mediador para o falso paraíso prometido, ao passo que líderes de legendas partidárias aparecem com gula, esganação e avidez por ministérios, secretarias e cargos de influência.
A idéia de “justiça social” é apenas um soquete ideológico para seduzirem o eleitorado a perpetuarem seus votos nas eleições consecutivas a favor, claro, do vírus esquerdista (hospedado também em partidos ilusoriamente declarados de direita, pois que se a coligação PSDB/PFL o fosse na fiel íntegra, não se deixariam abater pela demonização das privatizações e pelo assistencialismo lulista, e o Sr. Alkmin teria desmascarado Zé Lula com energia e convicção para toda a população brasileira, mostrando-as como o torneiro mecânico endivida e sobrecarrega o Estado de funções com suas “políticas sociais” e comprime a economia pelo monopólio de empresas públicas não abrindo espaço para empresas privadas – observando o enorme desempenho obtido de empresas privatizadas e que se desvincularam da matriarca Petrobrás, como a Petroflex, a Copesul, Comgás, dentre outras – ao passo que deixaria nosso Macunaíma de cuecas se nos debates mostrasse o que o petista faz no Foro de São Paulo junto a organizações criminosas e guerrilheiras e os líderes que as alimentam). Resultado: as massas ludibriadas pela promessa assistencialista dará seu pedaço de queijo a cada quatro anos para estas raposas políticas, que garantirão a perpetuação de seu poder, mesmo quando não estiverem no poder. Pois pelas próprias vias democráticas afrouxadas
[ii], serão (são) semeadas as sementes e regadas as raízes que tornam o Brasil, de fato, um país sem qualquer espaço para um Hayek, um Misses ou um Churchill brasileiro. Raízes como Movimento “Sem Terra”, Primeiro Comando da Capital, sociologização uspiana do crime, e sementes como o abortismo, a legitimação e legalização de aspectos contidos no movimento homossexual (entenda-se gays, lésbicas, sadomistas e pedófilos), a pressão contra a Igreja Católica e a incitação racista às comunidades de cor, são simples ramificações derivadas da abstração chamada “justiça social” como estrutura ideológica central para a corrosão dos valores ocidentais familiares, judaico-cristãos e nacionais na busca do conseqüente assento do comunismo em nossa própria versão nacional e continental.
Matilda Ribeiro sabe disso, e sabe que sua impunidade por tamanhas injúrias tranquilamente declaradas é devida somente ao fato de que suas palavras são acobertadas por esta mesma abstração (gostaria de ver a Xuxa reproduzi-las em favor dos caucasianos). Seu racismo declarado, então, torna-se política de boa vizinhança. Nisso, o teor de suas declarações não deixam a perspectiva de um possível retorno dos Black Panthers em sua versão brasileira absolutamente fora da realidade, tão pouco absurdas.
Para melhor ilustrar o que este autor se propõe a explicar, peguemos como exemplo o livro de Michael Moore publicado em 2001. The Stupid White Men é uma crítica ao governo americano sob a administração Bush. Ainda que se trate de um contexto crítico ao governo americano (o que não é nem um pouco estranho anti-americanismo ser quase um espectro moral) o título do livro goza da total segurança em estampar, numa metonímia distorcida, o “estúpido homem branco” por ser uma apologia acobertada pelo maniqueísmo do homem branco ser mau e o homem negro bom, como produto da formulação de conceitos “politicamente corretos” pelos oradores esquerdistas, num mecanismo que manipula a imparcialidade da História para a perpetuação desta imagem projetada entre o carrasco e a vítima (na afirmação e perpetuação de dívidas dos primeiros para com os segundos). Logo, o título “O Estúpido Homem Branco” é uma construção moral deste maniqueísmo que se apóia contra o carrasco (branco), enquanto que um título estampado pelas palavras “O Estúpido Homem Negro” seria imediatamente uma desconstrução moral por efeito deste maniqueísmo, pois que postularia contra a imagem identificada na projeção da vítima (negro).
Mas não façamos rodeios. O que Matilda Ribeiro tem em comum com o “politicamente correto” que a salvou de agonizar anos de reclusão inafiançável? Ela tem traços de descendência negra, portanto suas declarações são benzidas por um racismo “politicamente correto” e ainda goza de prerrogativas como ministra de um partido missionário de boas causas “politicamente corretas”, que por intrigante coincidência tem afinidades com outras causas mais que “politicamente corretas” vindas e absorvidas de fora.
Não se contentando em manipular conceitos morais, “justiças sociais”, o que é ou não “politicamente correto”, a definição de racismo (bastante racista), os militantes socialistas agora querem controlar o testemunho imparcial da História, para inseri-la em suas jogatinas populistas que fazem das massas ludibriadas, quando não, em casos extremos, encolerizadas e enfurecidas, seu principal objeto para suas manobras políticas. Isso não é desestabilizar a ordem? Deixarei que os atentos respondam.
Leitmotiv politicamente correto – um projeto de poder internacional do século XXINo escopo das relações internacionais, uma série de fatores presentes na política internacional (que tentarei elencar aqui com objetividade), característicos da globalização como fenômeno impresso nas engrenagens do capitalismo, e orquestrados pelo mote ideológico de oradores do liberalismo político (cosmopolita), atuam como verdadeiros presságios apocalípticos envoltos desse cosmopolitismo.
Oradores estes que no Brasil inflamam obras ao estilo de um Joaquim Nabuco
[3], o qual ostenta em sua visão histórica do abolicionismo brasileiro quase uma epilepsia de orgasmos palavreados em busca de conceber à exaltação da liberdade do negro, com o fim da escravidão, esta imagem “politicamente correta” como fruto deste mecanismo maniqueísta ao qual recai, consciente ou inconsciente, sua expressão intelectual.
O mesmo mecanismo também é utilizado para revestir a imagem do bem incondicional à militância homossexual mudialmente organizada, enquanto que o mal incondicional é atribuído àqueles que preferem a heterossexualidade – o conceito de homofobia funciona para esta construção.
Numa visão mais ampla de tudo, o conservador já é o mal incondicional enquanto que o liberal (de esquerda) é o bem incondicional: a imagem da política mundial para uma dita “comunidade internacional”
[iii] reflete os crivos deste mecanismo, uma vez que as massas munidas de sua opinião pública
[iv] não assimilam termos técnicos de uma linguagem pragmática, racional, empirista e sóbria (como já explicou, Thomas sowell
[4], O Rancor da Esquerda), mas são boas em capitular uma linguagem inflamada revestida por brados de ordem e termos instigantes insuflados por algum ideal apaixonado.
Na Europa o problema é bem mais sério: esse sistema maniqueísta vem sendo empregado na fixação de uma vitimização estereotipada atribuída ao Islã contra os próprios conterrâneos naturais do velho mundo, cumprindo etapas gradativas de um processo de aculturação cristã. Bat Ye’Or em Eurabia: The Euro-Arab Axis explica como a Europa desde 1967 vem se implodindo desde o estabelecimento de uma política pró-árabe iniciada na França de Charles De Gaulle, que levou mais tarde a um Euro-Arab Dialogue (EAD) que, segundo a autora, por demanda das comunidades árabes, os países da comunidade européia deveriam fomentar o sentimento anti-americano, ao passo que a cultura árabe é recepcionada em detrimento da cultura européia. Sem embargo, o que fará, sem margens de erro, um rush à islamização do velho continente será, engenhosamente, a entrada da Turquia na União Européia (que já se constitui numa maquete de um cosmopolitismo integrado regional; um ensaio para a construção universalista onusiana), o que facilitará um pesado assento demográfico do califado e consigo suas premissas absolutas
[v] hasteadas do livro único (Corão).
A Dinamarca, um dos ícones da beleza ocidental em liberdade, foi manchada quando o cartunista Kurt Westergaard teve que se esconder depois do clérigo califa Maulana Yousaf Qureshi ofertar pela morte de qualquer dos “infiéis” que reproduziram o rosto de Maomé, contando apenas com seu ministro das relações exteriores, Per Stig Moeller, que se resumiu a embelezar que “o Islã é uma religião de paz, misericórdia e perdão”, segundo a BBC Brasil
[5] (ainda que dezenas de pessoas morressem pela selvageria islâmica). Nenhum ocidental, nenhum civil livre e civilizado detonou embaixadas quando o Irã de Mahmoud Ahmadinejad, em doentia resposta, abriu concursos para charges do Holocausto judeu
[vi].
Minto sobre a resposta doentia. O libanês Faiz Mohammed nos dá a prova viva do quão doente é um indivíduo proveniente do tumor cultural que assim o transformou, ao declarar em uma conferência na Sydney australiana que mulheres sob pouca roupa, convidam homens a estuprá-las. Sharon Lapkin
[6] analisa a onda de estupros promovidos por grupos islâmicos no mundo livre e como este crime racial manchou países civilizados como Suécia, Noruega, França, Austrália: pela passividade de autoridades que se resguardaram omissas ao se tratar de uma questão racial (islâmica).
Munidos pelo estereótipo da vitimização, eis como o islâmico frustrado é ao mesmo tempo o estereótipo do negro escravizado, do homossexual agredido, da abortista cerceada, do silvícola incapaz, da feminista excluída, do ecologista altruísta, do revolucionário idealista, de tudo o que é “politicamente correto”. Eis que o mecanismo empregado pelas vísceras (left) liberais personifica um projeto de poder per se.
Para onde foi a História? Como já bem sabemos pelos ensinamentos de Maquiavel que imortalizou a ciência política como campo autônomo, ao legar a visão interpretativa do animal político que é o Homem de que ela é somente, absolutamente, passível de qualquer juízo, seja qual for sua natureza crítica, quando dos seus resultados práticos sua engenharia técnica e racional, em termos de poder, obtiver uma ejaculação ou uma diarréia institucional. Ou seja, se dessa maestria prática serão deduzidos a prudência ou não. Mas esta ciência política já caducou, pois que sua inteligência sóbria adentrou os séculos XX e XXI exaurida dessa engenharia emérita, por força do brado humanitário subseqüente às catástrofes anunciadas de 1914 a 1989, que a condenou à abdicação de sua auto-avaliação de seus resultados finais e subseqüentes: seus resultados devem se adequar a premissas pré-estabelecidas e premissas devem ditar seus resultados pré-estabelecidos, eis como hoje ela está confinada a ser apedrejada por antecedentes que controlam circunstâncias. Eis como ela se tornou “politicamente correta”.
Para onde foi a História? Não sei. Sei apenas que “a única lição da História é que os homens se recusam a aceitar as lições da História”. Bernard Shaw está politicamente incorreto. Logo, ele está certo. A História apenas conta o que os homens nasceram para fazerem: política, porque “o homem é um animal político por natureza” (parlas Aristóteles, parlas!). Mas a despolitização do homem contemporâneo é um assassinato à justiça de seu testemunho milenar, restando apenas a esperança dos “homens políticos” persistirem contra a criminalização de sua essência, de sua natureza humana e de seu direito em buscar, com seu espírito intrépido e desbravador, o primado de sua realização dentro do próprio universo em que se fazem submersos constituído por forças perenes enraizadas nesta essência. Que estes “homens políticos” desbanquem a love politics e façam justiça à real politics, seja nas relações internacionais demonstrando que o estado de paz não se diferencia em nada do estado de guerra, uma vez constituírem em ambos a gama de instrumentos com que dispõem os estados nacionais para conduzirem suas próprias políticas externas. Que desbanquem a propaganda do falso paraíso da igualdade vendida pelo partidarismo militante da esquerda (utilizada para legitimarem seus meios intervencionistas administrativos em busca de mais poder e influência).
Fomentando boas esperanças, que refaçam justiça à História: que permaneçam para sempre politicamente incorretos.