terça-feira, 27 de março de 2007

Hiroshima e Nagasaki: duas cidades que salvaram o mundo – Parte I


Antes mesmo do Pacto de Varsóvia, a União Soviética demonstrou o que sua inequiparável inteligência comunista seria capaz para colocar de joelhos a velha civilização européia e todo o mundo.



Resumo: Stalin sabia antecipadamente do ataque alemão, em 1941, e escancarou as portas da Rússia soviética como parte do projeto de preponderância sobre todo o continente europeu.


Aonde tudo começou

Hiroshima e Nagasaki; seis e nove de agosto de 1945 não poderiam ter ocorrido sem que eventos muito anteriores se consumassem há três décadas atrás (exatamente 32 anos): seis e nove de agosto daquele ano não poderiam lamentar o mundo sem outubro de 1917. O lugar? Rússia.

Sob uma perspectiva histórica e secular de que esta autocracia, então czarista, sempre fora apresentada ao mundo como um gigantesco locus de serventia e autoritarismo, como conseqüências naturais provenientes de sua formação e desenvolvimento histórico, ao meio de histerias e convulsões que sempre temperaram a constituição de seu corpo social, próprias de seu processo de existência no qual dera forma a suas proporções físicas bizarras.

Tomando-se pela perspectiva de que a Rússia sempre se constituiu num recinto de anomalia política (moldada por sua história conturbada), temos que o período percorrido de 1917 a 1991, nos fornece a prova concreta de que ela alcança a verdade. Pois ao observarmos este percurso lastimável que obscureceu as luzes do século XX, resta apenas atestarmos outra verdade que deriva da primeira anterior: a de que acompanharam o nascimento e a morte de uma das maiores perversidades parida da História mundial, cuja índole fora maturada pelos séculos de sua existência e edificada a partir de seu único corolário cultural e única tradição da qual pudera caminhar e moldar seus caminhos: a barbárie.

A este autor caberá nas próximas entrelinhas fazer uma exposição de cunho acadêmico e científico sobre os aspectos históricos daquela que veio ao mundo como um tumor, um câncer para as gerações de seu tempo, cujos efeitos foram sentidos pelas gerações subseqüentes (e ainda o são), ao dela brotar sua cria responsável por condenar sociedades inteiras à perpetuação de suas mazelas. Eis o comunismo, eis a história de um desastre político, eis o fruto desta colheita.

Eis o que foi, sem nenhum remorso de seu fracasso hediondo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.



O homem sábio de neanderthalensis

Stalin foi mais consciente das necessidades exigidas para o desenvolvimento e mesmo a sobrevivência da loucura que foi o desastroso fenômeno da URSS, do que qualquer outro plenipotenciário soviético poderia ser. Ele não dotava da sagacidade intelectual de Winston Churchill (e muito menos de sua elegância e postura), mas sabia do que suas repúblicas socialistas e a agenda revolucionaria mundial precisavam naquele momento: a chance das animosidades revolucionárias triunfarem era aquele ao meio das convulsões que abalaram as economias das democracias liberais do ocidente, na Primeira Guerra Mundial e no crash de 1929.

Não poderia haver outra oportunidade. A URSS não poderia projetar-se como potência mundial se preferisse optar por um planejamento gradualista bukharinista[i] (como o economista socialista polonês, Oskar Lange, acreditava equivocadamente ser o melhor caminho a direcionar os Planos Qüinqüenais soviéticos). O longo prazo não era uma opção, pois a União Soviética teria que deixar de ser uma fazenda feudal para se tornar uma senhora da guerra, da noite para o dia, no curto prazo: pela reprodução desenfreada e aleatória de indústrias pesadas e pela exaustão das próprias massas camponesas (donde o regime dos Gulags[ii], entre 1918-56, e as políticas de confisco e deportação eram reflexos dessas premissas).

Ela precisava se embrutecer rápido, aproveitando o momento de fraqueza do ocidente (isolado da política americana até 1944, sem levar em conta a intervenção militar em 1917-18). Isso nunca escapou aos olhos de Josif Stalin e, para seus fins algozes, nem poderia. Com o ocidente agonizando no período de convulsões acarretadas na crise de 29, num cenário que proporcionou, ainda, a ascensão do facismo na Europa, as crises nacionalistas dos países na cordon sanitaire (ou cinturão de quarentena, como ficou conhecido o fiasco do remapeamento europeu pós-1918, aos moldes dos quatorze pontos de Woodrow Wilson, na tentativa de isolar a ameaça soviética com a criação de estados não comunistas, na região dos bálcãs) criados com o desmembramento das Casas da Áustria-Hungria, do Império Otomano e do II Reich alemão (quando um “corredor polonês” colocou a prússia oriental fora da Alemanha, seguida de uma ocupação na Renânia), os aplausos calorosos ao Destino Manifesto como presságio para a substituição do modelo capitalista, as ondas revolucionárias subseqüentes à tomada do Palácio de Inverno, naquele outubro de 1917, somando-se à introspecção política americana e a saída ilesa da URSS dos efeitos da Depressão de 29, a conturbação internacional das primeiras décadas do século XX foram imprescindíveis para a formação do status de superpotência da União Soviética, pois criaram um political enviroment ideal para a projeção de seu poder marcado pelas décadas do pós guerra de 1945.

Josif Stalin não perdeu seu cometa; seu pedido fora realizado. Uma das primeiras medidas empregadas de caráter externo, foi a apropriação absoluta da III Internacional Socialista, para que as revoluções estourassem com algo que as vinculassem ao seu QG principal, Moscou. A abolição da Nova Política Econômica (NEP) para dar espaço aos Planos Qüinqüenais instituídos por ele, em 1928, pode ser entendida como uma projeção para as políticas da autocracia administrativa. No campo criaram-se, pelo confisco de terras, as kolkhozes e os sovkhozes, ou cooperativas agrícolas e enormes fazendas estatizadas, respectivamente. A industrialização teria de ser forçada a todos os limites, sem muitos entraves, pois a indústria de capital era o coração da produção bélica necessária para a escolta dos objetivos externos

Se Moscou precisasse de um outro QG para a revolução, este deveria ser Berlim, como sempre teve em mente, desde o princípio, Vladímir Ilitch Uliânov, Lênin. A Europa nunca tivera pouca importância para a Rússia (que sempre desejou para a região balcânica sua imagem e semelhança). A “uRssia” não poderia perder isso de vista; o velho continente era seu principal objetivo.



Kanem

A sodomia soviética para com o mundo pareceu fantasiosamente por muitos anos tentar de uma forma grosseira e atroz, equiparar sua torpeza abominável aos mitos wagnerianos das culturas e tradições nórdicas medievais que remontam os bárbaros e os deuses do Valhalla, bem como os heróicos cavaleiros destemidos sob os épicos cenários das montanhas e florestas folclóricas alemãs. Tudo pareceu dar forma a uma frustração impetuosa sustentada numa gana mortífera por uma verdade universal que perdurasse até o último suspiro da História: a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas desejaram em si o retorno da Kanem[iii] para seus domínios e revitalizar em sua razão de estado aquilo que fora o mais perdurável vasto império aos olhos da História. Mas para que se compreenda as origens deste espetáculo totalitarista é necessário antes conhecê-lo como parte de um projeto muito bem arquitetado desde Outubro de 1917, mas realmente executado a partir de junho de 1941, quando o avanço alemão contra as fronteiras da Rússia soviética nos revelaram a face de Um Stalin Desconhecido[1] – cuja obra de Zhores Medvedev nos revela a verdadeira face daquele homenzinho levado e malicioso que já sabia o bastante e sobretudo a tempo suficiente sobre as mobilizações de Hitler nos Bálcãs, muito bem informado pelos relatórios de seus oficiais do Kremlin. Stalin sabia de tudo e ao invés de mobilizar suas reservas estratégicas e colocá-las em prontidão ele tinha algo melhor em mente: escancarar as portas da Rússia para o Angriff (ataque) alemão. Mas por quê? Para a concretização do projeto de preponderância suprema sobre todo o continente europeu, em sua integridade (e consequentemente sobre todo o mundo).

A partilha da Polônia em 1939 e ainda os acordos comerciais e políticos entre Stalin e Hitler pareciam aos olhos do observador da II Grande Guerra que a Alemanha havia adquirido uma significativa vantagem sobre os soviéticos, dado o fato de que a credibilidade de um regime facista como o nacional-socialista, não se esforçaria muito por manter a Pacta Sunt Servanda (os contratos devem ser respeitados) de clausulas de qualquer natureza política, onde definitivamente a Rebus sic Stantibus seria a regra (se tudo permanecer igual). Ao passo de que o observador distraído se engana acreditando na ingenuidade dos Ivans ao se mostrarem indiferentes às duvidosas concentrações de forças alemãs na Polônia (rumo à Cracóvia, nos montes Cárpatos), o mínimo exigido pelo governo de Londres seria um mínimo de preocupação. Mas por que Hitler, então, ordenaria uma maciça mobilização de tropas da Frente Ocidental (já devidamente subjugada com a capitulação francesa após o rompimento da ridícula defensiva posicionada na Linha Maginot), após os fracassos da Operação Leão Marinho – desembarque anfíbio, sobre o Canal da Mancha, contra a península britânica em julho de 1940, remontando as mesmas pretensões do Almirante Medina da Espanha, em 1588, e Napoleão Bonaparte até ratificar o Decreto de Berlim, em 1806, o famoso “bloqueio continental”? Hitler adiou a operação no Mar do Norte sem jamais voltar a empregá-la, embora mantivesse Londres sob pesados bombardeios (liderados pela aviação de Görig) o que lhe permitiu manter os britânicos devidamente afastados da Normandia (norte da França), o que criou a oportunidade mestra para que seus planos já a muito reservados para a Frente Oriental, pudessem ganhar atividade, cujos preparativos ganhou o nome de Operação Barba Roxa: invadir a URSS. Desde que Hitler subiu ao poder em 1933 (ocupando a chancelaria do Reichswehr), a Alemanha vinha se engajando segundo planos que fossem condizentes com a estratégia de uma guerra célere, portanto seus sinais já poderiam ser reconhecidos pela inteligência soviética antes mesmo de 1939 (ainda mais que o Plano Schlieffen de 1905 fora, de certa forma, readaptado na estratégia de guerra alemã). Um incidente ocorrido na Iugoslávia, quando o país deixou a neutralidade para se juntar aos britânicos, a Operação não poderia ocorrer no mês de maio, o que forçou a paralisação temporária da Barba Roxa para que aquele país fosse ocupado. No entanto, uma vez conquistada a fácil vitória, os efetivos militares logo tornariam a seguir seu rumo à Cracóvia. Mas o que a ingênua União Soviética fazia que se manteve indiferente aos claros movimentos do exército nazista? Debaixo dos tapetes do Kremlin, Stalin se fez de macaquinho cego, surdo e mudo.

Diferentemente do Tratado de Brest-Litovisck, de 1917, o Tratado Ribbentrop-Molotov[2], de agosto de 1939, substancialmente um acordo de não-agressão firmado entre a União Soviética e a Alemanha, não tinha como objetivo o alcance de uma paz fosse estabelecido num período de dez anos (como consta no artigo VI do Tratado), mas algo que, aos olhos do observador atento, serviu apenas como o maior pretexto de Stalin para entregar à Hitler um convite absolutamente irresistível para uma invasão contra o território russo. Façamos uma análise do tratado e veremos como ele foi estabelecido para favorecer tamanha vantagem para o ditador facista, a começar do artigo I em que “os contratantes se obrigam a desistir de qualquer ato de violência, qualquer ação agressiva, e qualquer ataque um contra o outro, tanto individualmente como juntamente com outras forças”. Tão vago quanto uma linha de raciocínio que tem começo, mas não tem meio nem fim e principalmente, desprovido de quaisquer restrições por parte do governo de Moscou, num cenário em que nada poderia estabelecer limites ao poderio alemão, resumindo-se apenas em estipular que disputas ou conflitos levantados entre as duas partes deveriam ser solucionadas amigavelmente (constante nos artigos VI e V). E um outro ponto gritante se faz no momento em que Hitler redireciona suas divisões para a Polônia, depois de ter ocupado a Iugoslávia que havia declinado sua neutralidade para o lado dos britânicos. Se um acordo de não-agressão é firmado entre dois países, se faz perfeitamente clara a pretensão de não respeitá-lo a partir do momento em que um dos lados estaciona tropas e divisões em perímetros próximos das fronteiras demarcadas pelo outro, pois como se faz latente o artigo II do “Protocolo Adicional Secreto”, “na eventual reorganização territorial e política nas áreas pertencentes ao Estado da Polônia, as esferas de influência da Alemanha e da URSS deverão ser ligadas pelas linhas dos rios Narev, Vistula e San”, onde um bild-up de forças na cidade de Cracóvia significaria sim o desejo de avanço (algo que em torno de 120 divisões, estando inclusas 17 divisões blindadas e outras doze motorizadas, mais seis divisões romenas, somando outras 26 divisões na reserva, gerando um total aproximado de 150 divisões apoiadas com quase 3.000 aeronaves, podem ser considerados como um verdadeiro entulho intimidador de recursos militares, como testemunha Winston Churchill[3] em suas memórias).

O urso não poderia resistir ao pote de mel entregue aberto e por isso o Führer e nem mesmo Churchill poderiam tomar conhecimento da trama soviética ao meio de tantas preocupações militares e estratégicas. A violação da Linha Mannerheim (Finlândia), em 1938, que acarretou a expulsão da URSS da Liga das Nações deixou bem claro os interesses belicosos sobre a Europa (alertando as posições alemãs) e o esquartejamento da Polônia serviram apenas como maquiagem para a maliciosa ingenuidade soviética, já que desde a Primeira Guerra Mundial (e desde sempre) a Alemanha esteve ciente dos interesses da Rússia em ceifar os Bálcãs, assim como Stalin sabia perfeitamente que Hilter reservava planos de guerra de duas frentes, pois 1939 não poderia estrategicamente ser diferente de 1914 para os alemães, uma vez que a predominância de seu poder inconteste na Europa dependeria do sucesso total do exército nazista estrangular novamente a França e em seguida, von der Mass an die Memel[iv], rumar para Cracóvia[v] e de lá arregimentar uma ofensiva contra a União Soviética (sob o raciocínio estratégico lógico de que mais cedo ou mais tarde ela abocanharia toda a região balcânica). E por que oferecer tamanho sacrifício por parte dos soviéticos? Para que os exércitos de Hitler se esgotassem na Frente Oriental e Stalin pudesse contra-atacar com o Exército Vermelho e subjugar toda a Europa, as custas do apoio britânico que logicamente seria oferecido à União Soviética por agora lutar pela queda nazista (onde a retirada dos alemães da Batalha de Stalingrado representou o clímax do projeto soviético – momento em que utilizaram do contra-ataque para expulsá-los de seu território e penetrar maciçamente na Europa).

Mas por que então sacrificar parte da fronteira russa, na Frente Leste, para depois utilizar de uma contra ofensiva para a ocupação da Europa e não simplesmente poupar recursos e estruturar logo uma empreitada contra o leste europeu? Antes de qualquer jogada impetuosa, o necessário durante os primeiros anos da guerra para os soviéticos seria primeiramente a cautela – a Rússia soviética tinha a consciência de que seu território contava com a importante defesa natural de seu inverno rigoroso (o mesmo que massacrou as tropas de Napoleão). Ela daria uma vantagem defensiva imperiosa ao lado da assistência britânica e cumpriria sua parte no desgaste da ofensiva nazista. Portanto, aquilo que se constituía o pilar mestre de todo o projeto de sovietização do continente, baseava-se em cinco estágios fundamentais, sustentados nas premissas que viriam a:

I) oferecer à Alemanha a vantagem da vigência de um tratado de não-agressão entre o comunismo e o facismo, na consciência de que ele seria inevitavelmente rasgado pela primeira mais cedo ou um pouco depois, assim que os britânicos se retirassem da França (em Dunquerque) e a França fosse por ocupada por completo (estabelecendo o governo de Vichy);

II) dar segurança à Hitler de que seu plano para uma guerra de duas frentes seria mister para a preponderância do III Reich, fazendo-o acreditar que a qualquer momento o gigante do leste poderia mobilizar um maciço ataque contra os países balcânicos, fazendo uma pequena refeição militar na Finlândia, atravessando o Istmo de Mannerheim, como um falso sinal desta iminência;

III) aguardar à espreita o momento decisivo, pois que as divisões Panzer e a Luftwaffe ainda detinham a preponderância de fato sobre toda a porção territorial que rodeava a Alemanha e um embate direto naquele momento do auge da Blitzkrieg, até 1941, acarretaria no gradativo e consistente desgaste de recursos e efetivos soviéticos, o que resultaria numa União Soviética esgotada e estéril, mesmo com a consecutiva assistência externa dos britânicos;

IV) aproveitar dos erros estratégicos de Hitler[vi] e do seu golpe então desferido contra a Rússia soviética que por conseguinte incitaria a inevitável e imprescindível suporte britânico marítimo via Ártico, com destino à Murmansk e Arcangel, e terrestre no Oriente Médio via Teerã, sem os quais os Ivans não poderiam conter o avanço nazista na Batalha de Stalingrado (a cidade não resistiria e Hitler daria as mãos ao império do sol japonês, interligados por um imenso corredor asiático);

V) utilizar, finalmente, o pretexto da promessa de libertação da Europa do expurgo nazista, na medida que o Exército Vermelho desfilasse por todo o continente, empurrando o exército alemão até onde pudessem (que graças aos americanos foram barrados no coração da Europa, em Praga).

Este foi o primeiro plano mestre edificado contra a velha civilização; o segundo fora mais escancarado e ganhou o nome de Pacto de Warsóvia. Quanto ao primeiro, numa acepção ilustrativa, no xadrez por entre suas infinitas propriedades e estratégias, o sacrifício de uma peça significa um convite ao adversário a capturá-la como uma isca, para que mais a frente seus efeitos nas próximas jogadas possam mudar completamente o jogo a favor daquele que maliciosamente colocou sua unidade guerreira à mercê da capitulação irresistível. A Europa foi este tabuleiro e Stalin se revelou um verdadeiro enxadrista, quase na pele de um Kasparov totalitário. E foi ao meio de jogadas mirabolantes e com um sacrifício arquitetado e impressionantemente malicioso que a Kanem desejava retornar e desta vez para nunca mais ser esquecida, ainda que fosse encarnada no comunismo embrutecido da Gestapo, que maliciosamente trabalhou para que ela pudesse ser acolhida sob o novo deleite rubro. A Kanem Soviética veio para ficar e expandir-se na avidez de fazer penetrar as veias de seu tecido grotesco em cada porção continental que pudesse se alastrar; em cada território e em cada sistema político que pudesse atrofiar para que neles fizesse circular o sangue comunista.

[1] MEDVEDEV, Zhores A. Um Stalin Desconhecido, Rio de Janeiro: Record, 2006.

[2] Traité Ribbentrop-Molotov, disponível em: http://www.letton.ch/lvribent.htm, também disponível em: http://www.geocities.com/iturks/html/ribbentrop_molotov_pact.html. Acesso em: 02/04/2007.

[3] CHURCHILL, S. Winston, Memórias da Segunda Guerra Mundial, Rio de Janeiro, 2ª ed. Editora Nova Fronteira, 1995. p. 530.

[i] Nikolai Ivanovich Bukharin, revolucionário bolchevique e mais tarde político soviético, formulou princípios econômicos para a União Soviética, como a Economia de Etapa de Transformação, em 1920. Foi caracterizado por seu gradualismo no planejamento da economia ao criticar o crescimento soviético acelerado na época.

[ii] Campos de concentração para trabalhos forçados de criminosos e opositores ao regime stalinista (é comparado aos campos de concentração nazistas).

[iii] Império africano que durou mais de seis séculos.

[iv] “Do Meuse ao Memel”, trecho do hino alemão Deutschland über Alles numa exaltação desses dois importantes rios da Europa.

[v] Talvez se Hitler dotasse de uma visão estratégica ampla ele teria reconhecido o suicídio que seria combater em solo russo, sob o horripilante inverno que derrotou Napoleão, bem como se inteiraria de que sua invasão atrairia a decisiva assistência dos ingleses.

[vi] Pois desgastar seus recursos aéreos com bombardeios em Londres pouco abalaram o poderio inglês perante as forças alemãs. A Inglaterra, sozinha na guerra, não detinha ainda o staff militar necessário para uma efetiva empreitada anfíbia (de desembarque de tropas) em terreno hostil, em algum lugar da França ocupada, por isso não seria razoável que antecipasse o Dia D.

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