A mesma facilidade que o nacional socialismo tinha em ludibriar as massas e jogá-las contra inocentes demonizados, através de discursos encolerizantes ofuscados com versos, símbolos, palavras e gesticulações subliminares, o socialismo e suas vertenes esquerdistas também não encontram nenhuma dificuldade em fazê-lo com a proliferação da pobreza por meio de seus métodos de estatização.
"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos."
- Thomas Hardy
Resumo: Pelo “beabá” sublime da “desigualdade social” e seu dito combate, facilmente as massas de um país morderão a isca e inconscientemente se comportarão de acordo com as regras do jogo do intervencionismo, estatização e nacionalização de empresas privadas e marchem nas direções apontadas pela esquerda, sob a agitação da bandeira socialista.
Este é um manuscrito de poucas esperanças de repercussão, mas cuja índole conservadora deixará transparente sua pequena marca, impressa dentre outras que refletem a consciência reacionária de não permitir que se alastre desenfreadamente a influência da esquerda política em esferas de uma sociedade, que busca edificar a mentalidade de determinado povo na educação, comunicação e política. Na educação, que facilmente pelo cotidiano da responsabilidade estudantil, torna-se possível a construção do perfil social sob as repetições professorais da ideologização coletivista (cujas mentiras incontestáveis vão desde livros primários às complexas doutrinas de linguagem técnica acadêmica) e no setor de comunicação substancialmente, como veículo direto, voltado para o reforço da “ideocracia” – que conta com o apoio político de burocratas que dão corpo, voz e alma a estas vigas arregimentadas por estes três tendões articulados por uma esquerda que seja predominante em qualquer país, preferindo o Brasil como modelo mais próximo disso.
Uma das mais importantes distorções mentais geradas por esta influência nociva gira em torno do que vem a ser a natureza da “desigualdade social” e principalmente a metodologia acreditada para seu combate. A expressão é capenga até no nome. O termo correto para ela seria desigualdade econômica, já que se trata de um desequilíbrio entre uma parcela da população que não possui a capacidade lucrativa para o devido poder aquisitivo de necessidades básicas e estéticas provenientes de um acesso direto ou indireto ao mercado consumidor de bens e serviços. O acréscimo da palavra “social” à nomenkatura busca apenas sua adequação aos parâmetros ideológicos estipulados e planejados em cada repetição lecionada ou palestrada, informatizada, discursada ou substancialmente ventilada na jurisprudência e na lei de um Estado de Direito assim concebido.
Há de se considerar que os problemas de uma sociedade que giram em torno da pobreza acentuada de um país, devam ser considerados antes de mais nada como problemas administrativos sob o viés da esquerda estatizante e de sua mentalidade missionária. Esta se sustenta nas premissas ideológicas e construtivistas do socialismo massificador, onde o mote da "justiça social" é utilizada para justificar a obesidade estatal (baseada na reprodução desenfreada de estruturas públicas, voltadas para o gerenciamento de políticas sociais e que para tanto o rol de impostos deverá obrigatoriamente ser sempre maior e mais pesado, tendo em vistas a sobrevivência e a persistência deste imperialismo público, resultando no assento e na manutenção de uma burocracia intervencionista).
Não há democracia neste mundo que aqueça sua economia sob a mentira do assistencialismo estatal (baseado nas porcarias keynesianas que endossam esse paternalismo) e seus programas que mimam toda uma população, abocanhando a renda da classe média, de gente que realmente se esforça pelo conforto. Pobreza e miséria não se combatem com mimos, caridade ou assistencialismo, mas sim com a determinação individual em alcançar metas, impulsionadas no forte desejo de lucrar, fazendo do acúmulo de capitais a maior fonte de enriquecimento já existente, pois este direito não pode ser negado ao homem de empresa, ao comerciante, e muito menos ao pobre que irá se mexer para conseguir uma pequena fonte de renda. A história do Sr. Abravanel – o Silvio Santos – e Zezé de Camargo e Luciano, são bons exemplos concretos para esbofetearem qualquer esquerdista e suas sociologias anormais – as mesmas que colocam delinqüentes de volta às ruas em poucos dias e endossam seus perfis e métodos psicopatas na transferência da culpa para caldo social, independente de esquartejadores de crianças, como do menino João Hélio, serem provenientes de berço familiar, possuírem religião e o devido acesso à educação. Mas isso o leitor há de ter estômago forte.
Quão esdrúxulo é alguém dizer que esta chance é negada aos pouco providos, uma vez que a história do povo judeu é repleta destes acontecimentos, sendo interessante observarmos o fato de sempre terem se destacado como grandes comerciantes dispersos na Europa, levando consigo o pesado fardo do preconceito e da inveja, sem nunca terem sido escoltados pelo afago inconveniente de um Estado assaltante (até porque durante séculos nunca tiveram ou precisaram de um para deixarem seu legado). Isso prova como o uso inteligente do trabalho, seja ele uma simples atividade que produzirá um pequeno montante de renda, susceptível de acúmulo, poderá tornar possível que qualquer indivíduo consiga maior bem-estar, combinando a determinação do suor laboral com um mínimo de malícia e perspectiva mercantil, desde que lute para isso. A sociedade européia do século XIX, reconhecida pela fertilidade do capital que tornou possível alastrar a noção de capitalismo, nação e nacionalismo para o restante do mundo através dos vastos e incontestáveis impérios, seria inconcebível sem o estabelecimento de uma classe média e burguesa que buscasse sua ascensão e conforto por vias da determinação individual, perspectiva de mercado e livre iniciativa.
Se para os lunáticos da farsa esquerdista que balbuciam sobre a luta de classes de um profeta comunista alemão, então por que, praticamente, não existem pobres na Noruega, Suécia, Holanda, Finlândia, Suíça, Áustria, Alemanha, Bélgica? Se a maldita profecia da eterna exploração de uma minoria sobre uma maioria deteriorada é inconteste, então o que explica a concepção de sociedades tão férteis nos auspícios da abundância? Caso seja pelos motivos da nauseante ladainha acadêmica e botequeira de uma certa divisão internacional do trabalho (do Norte explorando o Sul) que impede países mais pobres crescerem, então me expliquem qual a vantagem e principalmente a lógica de países capitalistas, que funcionam rapidamente sob as poderosas e dinâmicas engrenagens da economia de mercado, buscarem suprimir outros mercados menores ou deteriorar suas bases para a dita manutenção de suas riquezas, sendo que as vantagens são percebidas por ambos os lados, seja pelo fornecimento de matérias primas ou pela absorção tecnológica que modernizam a infra-estrutura de um país em desenvolvimento? É puro charlatanismo daqueles que levantam o dedinho professoralmente para soltar diarréias verbais que não se apóiam em outros fundamentos senão naqueles chavões populistas de poucas palavras, os quais as massas parecem gostar de ouvir e se fazerem capachas. Foi com a absorção do raciocínio e das metodologias do capitalismo empresarial que hoje China, Índia e outros países podem ser chamados de "Tigres Asiáticos", da mesma forma que o Japão absorveu as novas concepções ocidentais na Restauração Meiji, sob o forte conservadorismo de suas tradições e costumes.
A luta contra a pobreza só poderá ser eficaz com o encorajamento do instinto natural do Homem e sua eterna busca pelo conhecimento, poder e glória, sendo o poder elemento inseparável do seu relacionamento social e imprescindível para a compreensão das relações humanas. A natureza humana é fundada na disputa, no desejo de desbravar, conhecer, inventar, criar e competir. Foram estes corolários que contaram a História da humanidade e, mais especificamente, que fizeram da Europa o Velho Continente culturalmente rico e irradiante; que tornaram plausível a indagação de por que o Ocidente venceu; que fizeram da Grécia antiga o primeiro espetáculo ocidental e Roma a primeira civilização universal; que transformaram a Grã-Bretanha na "oficina do mundo" e que edificaram as bases do maior fenômeno cultural desde os tempos da iluminada Roma, os Estados Unidos da América. Negar estes corolários ou suprimi-los na substituição de seu curso natural por uma instância politicamente institucionalizada é simplesmente bater contra a História e o próprio Homem por ela observada, restando apenas a desconfiança de que esta supressão não é feita ocasionalmente pelo acaso, mas meticulosamente deliberada por uns poucos que pretendem o alcance ávido por poder político (eu lhes apresento a esquerda). É o que torna o mito da desigualdade social apenas uma ferramenta para que este propósito seja concretizado.
Como exemplo hipotético desta verdade, peguemos uma das republiquetas latinas americanas (sem dinheiro no bolso) como objeto de avaliação. Digamos que um corso silvícola boliviano na presidência de seu país remoto nacionalize todas as empresas estrangeiras que ali em seu território fornecem emprego, proporcionando mais renda para a maximização do consumo em sua diminuta economia, alegando sob o ranço de que elas estariam ali para a "colonização" de seu país. O corso irá afastar grande parcela dos investimentos externos por não haver qualquer credibilidade por parte de seu governo tribal, fazendo com que sua dependência praticamente absoluta do estrangeiro seja compensada por acordos bilaterais entre outros líderes menos capacitados que apóiam suas medidas desordeiras, favoráveis a estatizações que serão devidamente mantidas pelos fraquejados investimentos governamentais, culminando num parque industrial inexistente e numa infra-estrutura capenga. Daí haverá dois caminhos únicos a serem comedidos: ou o cacique abra mão de suas idiotices políticas e rebole para os investidores externos acreditarem que ele agora tomou juízo, ou então mantém sua agenda ideológica, arrastando seu país e sua população ao estado vegetativo da pobreza e miséria. Se adotar o primeiro caminho ele será taxado de direitista asqueroso e servente do "neo"liberalismo a serviço do imperialismo de Washington, pelo próprio povo já escravo de sua mentalidade corrompida pela maquinação do coletivismo ideológico, bem como seus vizinhos que ficariam bastante desapontados com seu giro cento e oitenta graus.
Mas ele faz parte do Foro de São Paulo como participante ativo das sessões que colocam em pauta a agenda da integração regional, sob os estandardes do socialismo que polarizam inúmeras vertentes na forma de organizações como o MST e as FARC, contando ainda com o maciço apoio do Eixo Carácas-Havana-Brasília e, portanto, optará pela segunda via. A maciez com que o governo petista tratou a nacionalização boliviana, em mesmo endossar a medida, comprova seu lugar junto à gangue. Contudo, diga-se de rápida passagem que o Brasil perdeu uma grande oportunidade para demonstrar seu poder e liderança no continente sul americano. Uma mobilização de efetivos militares contra o pífio poderio da nação boliviana faria com que o governo brasileiro ganhasse o devido respeito externo de que nós estaríamos dando os primeiros passos para a responsabilidade de um país sério, compromissados com os interesses da nação, sejam eles de qualquer natureza. Somente um governo realmente de direita conservadora poderia arcar com tal compromisso, já que é seu mérito raciocinar prudentemente dentro dos cálculos políticos, na lucidez de que o poder não é o fim em si, mas seu objeto de estudo e prática.
No entanto, a opção boliviana de afundar o próprio país garantirá um enorme turbilhão de miseráveis e desta forma incitar convulsões sociais, gerando a desestabilização ideal para manobrá-los contra a ordem, no intuito de transformar toda a América Latina numa maquete do caldeirão borbulhante que é hoje a Venezuela. Como Evo Imorales conseguirá erradicar a fadiga da pobreza de seu povoado, intimidando a confiança do homem de empresa e do investidor externo, uma vez que seu país praticamente não se locomove sem o provimento de alguma coisa que venha de fora? Para a revolução continental, a pobreza é um bom negócio, mas de qualquer forma, a venda de coca em larga escala parece ser um bom negócio, ainda que destrua centenas de vidas saudáveis e as lance para o nada.
A esta altura a justificativa do gasto público como salvação já está bem batida e no caso do Brasil, o assalto tributário às classes médias e de alta renda são exclusivamente para a manutenção das práticas de estatizações e monopólio governamental na prestação de bens e serviços. Mas se é pela "justiça social" então está correto. No Brasil isto é bem aguçado, lembrando que a propaganda petista a poucos dias da infeliz reeleição reforça esta realidade: "não vamos permitir que eles (PSDB-PFL) privatizem mais nenhuma empresa do povo". É claro, a "empresa do povo"; somos uma democracia certo? Democracia é o "governo do povo", certo? Então viva os impostos, tributarismo, intervencionismo. Está tudo certo, pois será tudo feito pelo social, pela igualdade social, pela justiça social (por que não inventaram ainda o "aquecimento social"?). Desculpem-me, mas não sou pato sentado. Há mais enxofre no nosso Estado de Direito do que qualquer flatulência marxista pode liberar.
Contudo, espero que a "mão cabeluda do imperialismo Yanque", como alucinou Hugo Chavez, mostre o quão esta esquerda farrista se apóia em moralismos abstratos para ludibriarem e, então, manipularem os pobres que facilmente identificam de pronto a linguagem simples e sublime dessas bocadas virulentas, para então atirá-los contra a ordem e os símbolos da prosperidade. Hugos Chavez, Fidelgos, Devils Morales, Lulas, PTs, "Sáderes", Chauís, Foros de São Paulo, Foros Sociais Mundiais, MSTs, políticas sociais, assistencialismos, toda a turma e suas camisetas da hora necessitam da gula do poder pelo poder. Para consegui-lo vendem a falsa propaganda do paraíso da igualdade de fato, disseminando a miséria sob suas bandeiras sublimes do socialismo e suas práticas administrativas, para então manipularem os massificados dentro da ciranda cirandinha do populismo. Sem miséria não há farra, não há manipulação, não há Estado intervindo, não há estabelecimentos públicos, não há Estado Máximo, pois dificilmente um povo realizado pelo mérito, pela satisfação individual (e, portanto coletiva), não será socialmente frustrado ou mentalmente deteriorado a ponto de que seria mesmo impossível um charlatanismo populista desfraldar-se e fazer uso da massificação para direcioná-los contra a ordem. A consciência individual bastará para colocar por baixo a agitação populista e pouco se motivará a ceder-se às paixões inflamadas do coletivismo idealista.
Isso explica porque a nacionalização de empresas e refinarias, a estatização da prestação de serviços e de atividades produtivas em setores estratégicos de uma economia e todo o monopólio de tudo o que for declarado como de interesse social pela lei, está vinculada a esta vontade de poder manifestada pelas esquerdas. Sem apoio das massas não há como realizar este projeto de poder esquerdista: por isso a doutrinação socialista é tão eficaz na criação de uma moralidade que retribua seu apoio consciente ou inconsciente para o estabelecimento deste projeto, seduzindo as massas pelo seu conteúdo e sua linguagem encolerizante que simulam ideais de justiça, de liberdade, igualdade, fraternidade e verdades absolutas, fazendo com que esta doutrinação seja enxergada e aceita de fato como fonte moral. Por fim, as outras minúcias serão preenchidas no governo. (Enquanto os livrecos primários demonizarem o capitalismo para crianças que acabaram de aprender a escrever, não há de se espantar quando acadêmicos se tornam ovelhas negras em universidades como a USP).
O leitor por um instante poderá encarar o texto com também charlatão e pouco imparcial, mas creio que uma sóbria reflexão poderá levá-lo ao discernimento da desinformação panfeltária de esquina, de uma argumentação consistente a que o autor presta-se na tentativa de fazer, ou seja, deixar claro que a esquerda usa a mascara da “desigualdade social” para gerar a própria “desigualdade social” como meio eficiente para a satisfação de seus objetivos subversivos. Ela depende da agitação em torno de abstrações sustentadas em nomenklaturas “sociais”, tendo as massas desestabilizadas e frustradas como objeto de manobra ao vender sonhos ilusórios de prosperidade e bem-estar coletivo: tudo como ingredientes primordiais para seu deleite na embriagues do êxtase de governar por meio de projetos leis, desapropriações, estatizações e tributos. Desvincular a manipulação da expressão "desigualdade social" pelas esquerdas políticas e de qualquer outra justaposição de palavras derivadas da terminologia “social” para efeitos morais e ideológicos, ludibriando a crença da erradicação da pobreza por meio de gastos públicos, seria o mesmo que, matematicamente, querer dividir por zero na busca de algum resultado.
Não é difícil perceber que a esquerda educa muito bem. E pelo adestramento do “beabá” sublime da “desigualdade social” e seu dito combate, facilmente as massas de um país morderão a isca e inconscientemente se comportarão de acordo com as regras do jogo do intervencionismo, estatização e nacionalização de empresas privadas, marchando nas direções apontadas, sob a agitação subversiva da bandeira socialista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário