Ad finem ad gloriam: nunca desistam de seus sonhos.Não sei quando voltar; não me faço pensar no que mais desejo enredar ao passado. Mas na euforia de um calado silêncio astuto, há de se fatigar as feridas calejadas de um peregrino mirabolante do tempo ao extremo. A dor não lhe é párea ao corpo. O espírito é castigado.
Sua busca não se resume ao casulo de uma voz perdida na história, jaz em planícies e estepes cortadas por afluentes límpidos com destino a algum ostensivo berço orquestrado pela opulência da razão apaixonada por sentimentos puros e sadios, onde a penúria dos meios são o prazer intenso da alma e a satisfação dos fins, em plena realização astral do engodo berçário. (E lá os frutos brotam a grandeza, acredite).
É o fardo do conhecimento e nada mais. Conhecimento que culmina irresistível no mistério da utopia mentalizada e que parece ao andarilho de impossível concepção. Seduz em canto de um sínodo extra planar irresistível para o ócio dos passos. Imponente canção donde canta seu refrão? Onde moram seus tenores? Que instrumentos atraem sua menção?
Moinhos de vento sopram sua primeira aparição. Para lá irei sem temor de não encontrá-la, mas farei com que sua idéia seja sempre buscada pelos quatro cantos do mundo, ainda que apenas eu o deseje. Mas sei que muitos a buscam também, saibam ou não de seu encanto, não estou sozinho.
Ab uno discant omnes.
Soprem moinhos! Ventem os ventos que ventam a ventania dos bons ares da felicidade que lhe pertence arraigada sobre rios que movem suas ventas. Lá o homem sem mãos terá aptidão para torná-las palpáveis e úteis. Lá os polegares fazem da província perdida um crepúsculo da bela vida. A oitava maravilha enternecida.
A síntese milenar dos séculos de um velho continente. De uma velha civilização.
O andarilho avista longe um horizonte gentil. Numerosas figuras estendidas graciosamente em fila pareciam estar a espera por uma recepção calorosa. O andarilho força os olhos inclinando bem a cabeça pra frente e se espanta em euforia. O sorriso lhe estende às orelhas. Pareciam ser moinhos de vento. Ode a liberdade! Era a província de verdade! O peregrino despreza a fadiga e com seus pés cambaleados corre como nunca em direção àquele espetáculo. Corre esgotado com o braço direito estendido.
Ao se aproximar do horizonte os saltos vão diminuindo as pernadas. O sorriso vai se contraindo. Os olhos pesam. A euforia acaba e o andarilho para. Como uma miragem no Saara, o crepúsculo se desfaz. E ofegante olha a sua volta: parou exatamente onde começou. Jaz em desolação!
Ele fecha os olhos e respira profundo. Recobra a postura e reinicia os primeiros passos. A província existe e para lá ele vai. Ela só está um pouco mais adiante.
Não sei quando voltar; não me faço pensar no que mais desejo enredar ao passado. Mas na euforia de um calado silêncio astuto, há de se fatigar as feridas calejadas de um peregrino mirabolante do tempo ao extremo. A dor não me é párea ao corpo, mas só o espírito é castigado.
Sua busca não se resume ao casulo de uma voz perdida na história, jaz em planícies e estepes cortadas por afluentes límpidos com destino a algum ostensivo berço orquestrado pela opulência da razão apaixonada por sentimentos puros e sadios, onde a penúria dos meios são o prazer intenso da alma e a satisfação dos fins, em plena realização astral do engodo berçário. (E lá os frutos brotam a grandeza, acredite).
É o fardo do conhecimento e nada mais. Conhecimento que culmina irresistível no mistério da utopia mentalizada e que parece ao andarilho de impossível concepção. Seduz em canto de um sínodo extra planar irresistível para o ócio dos passos. Imponente canção donde canta seu refrão? Onde moram seus tenores? Que instrumentos atraem sua menção?
Moinhos de vento sopram sua primeira aparição. Para lá irei sem temor de não encontrá-la, mas farei com que sua idéia seja sempre buscada pelos quatro cantos do mundo, ainda que apenas eu o deseje. Mas sei que muitos a buscam também, saibam ou não de seu encanto, não estou sozinho.
Ab uno discant omnes.
Soprem moinhos! Ventem os ventos que ventam a ventania dos bons ares da felicidade que lhe pertence arraigada sobre rios que movem suas ventas. Lá o homem sem mãos terá aptidão para torná-las palpáveis e úteis. Lá os polegares fazem da província perdida um crepúsculo da bela vida. A oitava maravilha enternecida.
A síntese milenar dos séculos de um velho continente. De uma velha civilização.
O andarilho avista longe um horizonte gentil. Numerosas figuras estendidas graciosamente em fila pareciam estar a espera por uma recepção calorosa. O andarilho força os olhos inclinando bem a cabeça pra frente e se espanta em euforia. O sorriso lhe estende às orelhas. Pareciam ser moinhos de vento. Ode a liberdade! Era a província de verdade! O peregrino despreza a fadiga e com seus pés cambaleados corre como nunca em direção àquele espetáculo. Corre esgotado com o braço direito estendido.
Ao se aproximar do horizonte os saltos vão diminuindo as pernadas. O sorriso vai se contraindo. Os olhos pesam. A euforia acaba e o andarilho para. Como uma miragem no Saara, o crepúsculo se desfaz. E ofegante olha a sua volta: parou exatamente onde começou. Jaz em desolação!
Ele fecha os olhos e respira profundo. Recobra a postura e reinicia os primeiros passos. A província existe e para lá ele vai. Ela só está um pouco mais adiante.
Não sei quando voltar; não me faço pensar no que mais desejo enredar ao passado. Mas na euforia de um calado silêncio astuto, há de se fatigar as feridas calejadas de um peregrino mirabolante do tempo ao extremo. A dor não me é párea ao corpo, mas só o espírito é castigado.
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